O Templo de Apolo em Side: cinco colunas à beira do Mar Mediterrâneo
No extremo da antiga península de Side, na província de Antália, entre as ruínas da antiga cidade portuária, ergue-se um dos monumentos antigos mais fotogénicos da Turquia — o Templo de Apolo. Do que outrora foi um edifício gigantesco, apenas cinco colunas coríntias com antablamento chegaram até aos nossos dias, mas foram precisamente estas cinco colunas que se tornaram o símbolo de Side e uma das imagens obrigatórias do pôr-do-sol na costa mediterrânica. Quando o sol se põe no mar, mesmo atrás do templo, a silhueta das colunas projeta-se no céu alaranjado, como se este cenário tivesse sido criado especialmente para cartões postais turísticos.
História
Side foi fundada por colonos gregos da ilha eólia de Cima no século VII a.C. A cidade rapidamente se tornou um grande porto, um importante ponto de comércio de escravos e o centro da vida religiosa da Panfília. Apolo era considerado o padroeiro da cidade, e o seu templo erguia-se na ponta do promontório, à entrada da baía — o local foi escolhido de forma a que o templo fosse a primeira coisa que os navios que se aproximavam vissem.
O templo existente foi construído por volta do ano 150 d.C., na época da Pax Romana, durante o reinado do imperador Antonino Pio (138–161). Esta foi a era de apogeu das cidades romanas da Ásia Menor, quando o erário público e a nobreza local investiam enormes recursos na construção de monumentos. O templo de Apolo ficava ao lado do não menos impressionante templo de Atena e, na verdade, formava com ele um único complexo sacro.
Nos séculos V–VI, após o triunfo do cristianismo, ambos os templos foram desmontados ou transformados numa basílica — no seu lugar, ergueu-se uma grande igreja paleocristã. Em meados da Idade Média, também esta igreja foi abandonada, e Side ficou deserta após as incursões árabes. As próprias ruínas do templo de Apolo permaneceram numa confusão de blocos caídos até ao século XX.
Entre 1984 e 1990, restauradores turcos realizaram uma anastilose — ou seja, reuniram, a partir dos fragmentos originais encontrados, cinco colunas com antablamento, restaurando parte do lado oriental do templo. Em 2017, foi realizada uma restauração adicional: as juntas de betão do trabalho anterior começaram a deteriorar-se, expondo a armadura. Foram utilizados materiais idênticos aos empregues na década de 1980.
O que ver
Cinco colunas e entablamento
A principal atração são as cinco colunas coríntias restauradas, com capitéis finamente trabalhados e um entablamento comum. Os capitéis seguem o estilo coríntio tardio, com folhas de acanto exuberantes e volutas. Este é o local mais fotografado de Side, especialmente ao pôr do sol.
O templo vizinho de Atena
A poucos metros do templo de Apolo encontram-se as fundações do templo de Atena — menos impressionantes, mas interessantes do ponto de vista da planta. As escavações arqueológicas nesta área continuam, e de vez em quando os visitantes podem ver especialistas a trabalhar.
A baía e o promontório As próprias ruínas situam-se na ponta da península, rodeadas de água por três lados. Este é o local da antiga baía de Side, onde atracavam navios mercantes e militares. Hoje, existe aqui um pequeno passeio com vista para o mar turquesa e a praia à direita.A cidade antiga de Side
O Templo de Apolo é apenas uma parte do enorme parque arqueológico de Side: nas proximidades encontra-se um grande anfiteatro com 15 000 lugares (um dos maiores da Turquia), a ágora, os banhos (atualmente um museu), o ninfeu e a colunata da rua principal. Um passeio pela antiga Side é um dia inteiro na cidade antiga.
Curiosidades
- O templo foi construído por volta de 150 d.C., durante o reinado do imperador Antonino Pius, no auge da Pâmfila romana.
- De toda a enorme construção, foram restauradas apenas cinco colunas com um fragmento do entablamento — este é o resultado da anastilose realizada entre 1984 e 1990.
- O padroeiro da cidade de Side era Apolo, e o seu templo erguia-se na ponta do promontório, para que os navios avistassem o santuário já ao aproximarem-se do porto.
- O templo de Apolo ficava ao lado do templo de Atena — ambos formavam um complexo sacro duplo, e na época bizantina havia uma basílica no seu lugar.
- Em maio de 2022, foi inaugurada uma discoteca junto ao templo, o que suscitou sérias preocupações por parte dos especialistas: o ruído e a iluminação poderiam prejudicar os trabalhos arqueológicos no vizinho templo de Atena.
Como chegar
O templo situa-se na localidade de Side (distrito de Manavgat, província de Antália), na extremidade da antiga península. Coordenadas GPS: 36.7643° N, 31.3864° E. A partir do aeroporto de Antália (AYT) — cerca de 65 km pela autoestrada D-400 (aproximadamente uma hora de carro). Existem transferências diretas e dolmuşes a circular constantemente.
A partir da localidade de Manavgat — cerca de 5 km a leste, dolmuş regulares por algumas liras. Dentro de Side, a circulação de automóveis é limitada: os parques de estacionamento encontram-se à entrada da cidade velha, daí são 10 a 15 minutos a pé até ao templo. O percurso a pé passa pelos portões antigos e pela colunata — isso faz parte do prazer.
Dicas para o viajante
A principal dica é: venha ao pôr do sol. Entre as 18h:00 e as 20h:00 (dependendo da época do ano), o sol põe-se diretamente por trás das colunas, e esta é a imagem mais espetacular de toda a costa. Por causa disso, dezenas de fotógrafos dirigem-se ao templo, mas há espaço suficiente para todos. A alternativa é o início da manhã: quase não há turistas e a luz é suave.
A visita ao templo em si é rápida — bastam 15 a 20 minutos. Mas é fácil passar meio dia em Side, visitando o anfiteatro, a ágora, o museu e a rua antiga com as suas bancas. A entrada na área em torno do templo é normalmente gratuita; para o museu e o anfiteatro, são necessários bilhetes separados.
Calçado — confortável, com biqueira fechada (pedras e caminhos irregulares). Leve água consigo: no verão, durante o dia, a temperatura ultrapassa facilmente os 35 °C. Combine a visita com uma ida à cascata de Manavgat e à antiga cidade de Aspendos — num único dia longo, verá o clássico antigo da Panfília na sua forma mais vívida.